{"id":3015,"date":"2019-12-03T16:14:45","date_gmt":"2019-12-03T19:14:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.behavior.com.br\/blog\/?p=3015"},"modified":"2025-03-12T19:49:31","modified_gmt":"2025-03-12T19:49:31","slug":"sou-uma-feminista-que-adora-cuidar-do-marido-e-da-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nanybilate.com\/en\/a-desestruturacao\/sou-uma-feminista-que-adora-cuidar-do-marido-e-da-casa\/","title":{"rendered":"Sou uma feminista que adora cuidar do marido e da casa"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\">Lembro quando comecei a primeira onda do <strong>Projeto Uno<\/strong> \u2013 pesquisa que realizo pela behavior, minha empresa \u2013 em 2010, tendo como foco as mulheres. Queria compreender em profundidade o que elas sentiam e entendiam sobre ser mulher num pa\u00eds como o Brasil. A \u00e9poca era prop\u00edcia, porque estava se iniciando a discuss\u00e3o massificada sobre o <strong>empoderamento feminino<\/strong>. Lembro que, enquanto ia compreendendo cren\u00e7a a cren\u00e7a o que levava a n\u00f3s, mulheres, construir o que \u00e9 ser mulher, ia ficando furiosa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Lembro o choque que tive quando entendi que a narrativa que determina <strong>o que \u00e9 ser mulher<\/strong>, constru\u00edda s\u00e9culos atr\u00e1s por homens brancos, europeus e possivelmente heterossexuais, ainda tinha um profundo impacto na vida das mulheres. Em pleno s\u00e9culo XXI, com todos os avan\u00e7os e conquistas femininas. Parecia que havia dois mundos femininos convivendo muitas vezes na mesma pessoa. Um deles era dos grandes movimentos com as mulheres indo para as faculdades, crescendo nas empresas, ganhando cada vez mais seu lugar e admira\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o p\u00fablico. E o outro, no \u00edntimo de muitas delas, carregava as velhas cren\u00e7as da <strong>narrativa machista<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">N\u00f3s, mulheres, tivemos que lutar muito para chegar onde estamos. \u00c9 um triunfo que devemos celebrar, mesmo, com toda a <a href=\"http:\/\/www.behavior.com.br\/blog\/equidade-de-genero-corporativo-comeca-em-casa\/\">desigualdade <\/a>que ainda existe. Muitas foram \u2013 e s\u00e3o \u2013 mortas por essa luta. Gra\u00e7as \u00e0s loucas, duras e agressivas <strong>feministas<\/strong> que vieram antes de n\u00f3s, e que tiveram a valentia de exagerar e extrapolar nas formas de reivindicar, \u00e9 que todas as mulheres do Ocidente, sem exce\u00e7\u00e3o, podem viver como vivem. Compreendi que sem a for\u00e7a do exagero n\u00e3o se quebram padr\u00f5es rigidamente estabelecidos. Gratid\u00e3o \u00e9 o m\u00ednimo que podemos sentir quando compreendemos isso.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Tomada pelo sentimento de injusti\u00e7a e pela dor que sentia das entrevistadas, olhei para minha vida e tentei matematicamente trazer equidade de direitos para a minha <strong>rela\u00e7\u00e3o a dois<\/strong>. Descobri na pr\u00e1tica como \u00e9 dif\u00edcil, para um casal, tocar nesse tipo de tema, porque algo em n\u00f3s, mulheres, diz que n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel obter a justi\u00e7a. Parece que voc\u00ea est\u00e1 tentando explicar algo \u00f3bvio que o outro devia saber, mas n\u00e3o sabe. E voc\u00ea acha que finge n\u00e3o saber. Como toca em nosso \u00edntimo, \u00e9 dif\u00edcil ter uma conversa calma e equilibrada.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Foi quando, propositalmente, deixei de tratar meu marido com o cuidado e aten\u00e7\u00e3o que tinha antes. Ap\u00f3s dois anos de estudo, tinha entendido que havia algo nesse tipo de \u201ccuidado&#8221; que colocava os <a href=\"http:\/\/www.behavior.com.br\/blog\/devemos-acabar-com-o-conceito-de-homem-majestade-sera-que-estamos-prontos\/\">homens como incapazes<\/a>. Uma estrat\u00e9gia feminina que dava \u00e0 mulher o sentimento de superioridade e de ser indispens\u00e1vel. Talvez tenha sido a vingan\u00e7a feminina no inconsciente coletivo que fez as mulheres tratarem seu companheiro assim em tarefas do cotidiano familiar e social.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Cheguei a expressar isso em casa. N\u00e3o queria algu\u00e9m menor ao meu lado. Nem algu\u00e9m superior. Queria buscar uma <a href=\"http:\/\/www.behavior.com.br\/blog\/sua-majestade-o-relacionamento-equilibrado\/\">troca justa de for\u00e7as, habilidades e tarefas<\/a>. E que as coisas chatas fossem tamb\u00e9m divididas. O conceito e conte\u00fado estavam corretos; meu marido compreendeu e logo em seguida se predisp\u00f4s a mudar as rotinas caseiras. Sei que conto com um marido que, assim como eu, estuda e se dedica ao autodesenvolvimento. Isso ajuda muito. O que foi errada foi a forma com que fui colocando as coisas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Havia dureza. Uma dureza compreens\u00edvel para quem tomava consci\u00eancia do doloroso e dram\u00e1tico que pode ser o machismo para boa parte das mulheres no Brasil. N\u00e3o era mais s\u00f3 um conceito que discutia abstratamente. Quando voc\u00ea compreende que o <strong>machismo<\/strong> \u00e9 um sistema que oprime mulheres e homens, e conhece\u00a0<em>in loco<\/em>\u00a0pessoas oprimidas, sofrendo, voc\u00ea muda rapidamente de opini\u00e3o e de postura.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">S\u00f3 que a dureza numa <strong>rela\u00e7\u00e3o amorosa<\/strong> machuca e estressa. Especialmente quem n\u00e3o foi criado com ela no seu ambiente familiar. Para quem viveu nessa situa\u00e7\u00e3o a vida inteira, a casca grossa j\u00e1 est\u00e1 formada. N\u00e3o era nosso caso. O bom desse per\u00edodo de dureza \u00e9 que tamb\u00e9m havia lucidez e o genu\u00edno desejo de ampliar a consci\u00eancia atrav\u00e9s do conhecimento. Ambos fomos melhorando. Novos limites foram criados. Novos acordos realizados. As atividades foram redistribu\u00eddas. N\u00e3o matematicamente, porque logo compreendi que isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel na<strong>s rela\u00e7\u00f5es amorosas<\/strong>. As redistribui\u00e7\u00f5es de tarefas e responsabilidades foram organizadas em base no tempo e disponibilidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Por um bom tempo, vivi na tens\u00e3o de estar novamente cedendo. As mulheres que resolvem se posicionar na busca de maior igualdade de direito carregam um certo &#8220;susto&#8221;\u00a0na atitude. H\u00e1 uma tens\u00e3o. Como se o medo de serem abusadas novamente estivesse sempre \u00e0 espreita. Levei um bom tempo para entender isso. Para acalmar meu cora\u00e7\u00e3o. Para entender que, sendo ambos oriundos de uma <strong>cultura machista<\/strong>, nem sempre era a m\u00e1 vontade que fazia as coisas\u00a0retornarem algumas casas para tr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Mesmo com todos esses avan\u00e7os, demorei em me autodefinir como feminista. Os dois mundos paralelos que mencionei acima atuavam em mim. Como se uma parte de mim n\u00e3o gostasse do termo e tivesse receio de como poderia impactar os outros. Inclusive \u2013 ou especialmente \u2013 as mulheres, que parecem ser as primeiras a jogar pedras em quem luta por elas. Me posicionava como tal, mas n\u00e3o me autodefinia como tal.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os anos foram passando e meu cora\u00e7\u00e3o foi ficando calmo. Compreendi que\u00a0o equil\u00edbrio das for\u00e7as \u00e9 poss\u00edvel, embora precise ser sempre\u00a0relembrado. Para ambos. Foi quando\u00a0aceitei que\u00a0<strong>cuidar<\/strong>, para mim, \u00e9 um verbo importante.\u00a0E que fazer isso com uma das pessoas que mais amo n\u00e3o me colocava no lugar de \u201ccuidadora\u201d de um incapaz. Ou em um lugar de subordina\u00e7\u00e3o. Lugar que nunca ocupei na minha <strong>rela\u00e7\u00e3o amorosa<\/strong>, importante dizer. Assim, sem medo de seguir modelos preestabelecidos, retomei um lado genu\u00edno em mim. Hoje amo cuidar do meu marido e de nosso lar\u00a0como antigamente, sem o peso da incerteza de isso ser justo ou n\u00e3o.\u00a0Assim como ele cuida do nosso lar, da nossa rela\u00e7\u00e3o, de mim. A dureza se foi, a do\u00e7ura voltou e a leveza se reinstalou. Agora, sim, posso me autodefinir como\u00a0<strong>feminista<\/strong>. Sem medos, sem preconceitos, sem estere\u00f3tipos.\u00a0Porque gra\u00e7as \u00e0s outras feministas \u2013 e agora a mim \u2013 mulheres podem, se quiserem, ficar em casa. Sem que seja isso uma obriga\u00e7\u00e3o e um \u00fanico destino.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lembro quando comecei a primeira onda do Projeto Uno \u2013 pesquisa que realizo pela behavior, minha empresa \u2013 em 2010, tendo como foco as mulheres. Queria compreender em profundidade o que elas sentiam e entendiam sobre ser mulher num pa\u00eds como o Brasil. 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