Neste ano, 20 de março juntou o início do ano astrológico com a celebração do equinócio, o de outono, no hemisfério sul, e o da primavera, no hemisfério norte. A simbologia do equinócio, desde tempos antigos e cultivada até os tempos atuais ao redor do mundo, trata da passagem do tempo que nos leva ao Grande Sonho (outono), no qual devemos entrar só com o essencial para criarmos na imaginação do nosso espírito o que virá a ser semeado na primavera.
Nossos sonhos falam de nós. Nossos desejos falam de quem somos, de nossos valores, de nossa visão de mundo, das nossas crenças. O futuro sonhado nada mais é do que projeções sobre nós nele. Portanto, a pergunta-título deste texto é direta: o que nutre os teus sonhos do vir a ser?
Esses sonhos são nutridos pela falta ou pela abundância? Eles são nutridos pela segurança e estabilidade ou pela insegurança e o medo? Eles são nutridos pela mágoa e vingança ou pelo amor e a compreensão? Pela carência ou pela plenitude? O que conduz os teus sonhos determinará em grande medida o que você irá colher. Temos, nessas ocasiões em que a passagem de tempo é marcada, a oportunidade de romper com o ciclo vicioso que nos leva a uma busca incessante, infinita e exaustiva por preencher aquilo que não pode ser preenchido.
O palco da vida é infinito, e o amor foi feito para ser dado e não somente para ser recebido. Quanto mais damos amor, mais ele cresce em nós. É claro, num relacionamento, esse conceito, no qual acredito piamente, muda de sentido. Mas isso é conversa para outro texto. Bons Sonhos!